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Resenha: Caixa de Pássaros - Josh Malerman


Sinopse: Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler. 
Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.

Ano: 2015 /  Páginas: 272
Editora: Intrínseca
Avaliação Final: 



Resenhando...

Ei gente, tudo bem com vocês? Hoje venho para mais uma resenha! Bora conferir?!

Esse livro é thriller psicológico, que se passa em um mundo pós-apocalíptico, onde as pessoas não podem sair na rua sem estarem vendadas, ou de olhos fechados, porque existe alguma coisa lá fora - algum ser/alguma criatura - que eles não sabem o quê é, só sabem que a partir do momento que uma pessoa olha essa coisa, ela acaba matando as pessoas ao seu redor (pais, filhos, vizinhos) e logo depois comete suicídio. 

O livro conta a história da Malorie, em duas linhas temporais: ora no passado ora no presente. 


No presente, Malorie está com dois filhos, vivendo sozinha em uma casa. Ela então, acaba de se decidir que é o momento certo deles saírem daquela residência. Contudo, para isso, é necessário atravessar um rio à barco, para chegarem a um lugar "x", o qual vai sendo explicado com a história dela contada no passado.

* Uma curiosidade: Malorie chama os filhos de "Garoto" e "Menina", em nenhum momento chama-os por nomes próprios.

No passado, - mas necessariamente há quatro anos atrás -, acompanhamos a trama a partir do momento que Malorie descobre que está grávida. Como também, os milhares de casos noticiados nos meios de comunicação sobre os surtos que andam acontecendo com uma frequência avassaladora em vários lugares no mundo. Malorie no início, não dá muito importância, acredita que são casos à parte, porém sua opinião muda pela quantidade de episódios, e por muitos deles serem em cidades vizinhas de onde mora. 

De acordo com os noticiários, eles supostamente acreditam que a causa principal de tais surtos ocorrem após o individuo olhar para algo, e logo em seguida, começa a enlouquecer, matando as pessoas de seu convívio das formas mais brutais que se possa imaginar, como também matando a si mesmo. O país decreta estado de emergência, e como precauções, passa a existir um toque de recolher, e as pessoas só saem nas ruas de olhos vendados, além de cobrirem suas janelas com cobertores escuros. 


A narrativa do presente são capítulos bem curtos, pois só mostra o tempo em que ela faz essa viagem de barco pelo rio com seus filhos, e é claro, eles estão o tempo todo de olhos vendados, então não há descrições do cenário. Isso é também uma das partes mais aterrorizantes porque eles têm que apenas ouvir e sentir, por exemplo: se há alguma coisa perto deles, se eles estão se aproximando de algo. Então você acaba vivenciando tais situações exatamente como os personagens, e sem poder enxergar nada! Sem contar o medo constante de algo que não se pode ver, mas você sente que está lá junto com você o tempo inteiro, seguindo seus passos.

E vale ressaltar também, e que é uma das grandes polêmicas que gira em torno desse livro é o jeito como a Malorie criou os seus filhos. Eles ficaram "parecidos" com uma espécie de crianças superdotados, pois ela fez um treinamento extremamente severo, onde eles pudessem identificar qualquer tipo de som a longa distância. O que foi cruel é que essas crianças têm apenas quatro anos de idade! Todavia, foi o que fez a Malorie se sentir mais segura em levar os filhos, pois estavam preparados para enfrentar essa viagem, e o que poderia acontecer nela.


A narrativa do passado mostra então, tudo o que aconteceu com a Malorie até aquele momento do presente. Isso inclui alguns personagens que ela acaba conhecendo, e nessa parte o livro aborda um ponto crucial do mundo pós-apocalíptico que é a luta pela sobrevivência. A obra conta com momentos em que o grupo tem de se dividir para ir atrás de alimentos. E todos os acontecimentos fora da casa, se passam com eles de olhos vendados! Eu particularmente, senti muito aflição nesses capítulos, pois além deles não saberem para onde estavam indo, há inúmeras cenas que eles conseguem sentir alguma coisa/algo perto deles, e eles não sabem o que é, mas também, eles não podem olhar para ver o que que é! E sinceramente, dá muita agonia! Com toda certeza é um dos momentos mais eletrizantes do livro!  A história em si é muito tensa, e te prende do começo ao fim.

Quero frisar também, e que achei bem intrigante, é quando eles retornam para casa (que está toda protegida, é claro, para seja possível ficarem de olhos abertos), eles tem que verificar se algo entrou junto com eles, então você sente aquele aperto no coração e fica se perguntando: "será que aquela coisa, aquela criatura entrou junto na casa?? Ai meu Deus!!! E se tiver entrado??" E aí, eles possuem um sistema de verificação, para ter certeza que nada entrou, visto que só assim eles possam abir os olhos. Porém, essa verificação que fazem, é como se fosse para algo físico, e se essa criatura ou essa coisa, fosse algo intocável?? Como eles lidariam? 

Entretanto, eles se arriscam, e acreditam que realmente seja uma criatura física, e torcem para que nada tenha seguido eles até a casa. Outro fato tenso no livro, e que é primordial em um mundo pós-apocalíptico, é o fato de você poder confiar ou não em uma pessoa que você acabou de conhecer.


CONSIDERAÇÕES FINAIS 

A edição é linda, e muito bem feita. Eu achei a capa em si bem sombria, e os pássaros combinaram muito. A história em si é super envolvente. E possui capítulos bem curtos, ou seja, a leitura fluí de uma forma, que quando você se dá conta, já acabou de ler! Particularmente, eu achei a história muito original e com uma criatividade imensa. É o primeiro livro do autor, e ele já começou muito bem. 

Não curti muito o final do livro, e sinceramente eu esperava mais! O autor deixou muito a desejar. Pelo que entendi, é um livro com a pegada mais "The Walking Dead" feelings, que não foca nos motivos pelos quais o terror ocorre, mas sim em como o ser humano sobrevive a ele. 

E caso você morre de medo de ler, ou não está acostumado com o gênero thriller (desse estilo terror/suspense), vai aí o meu comentário: Ele não é do tipo de livro pra ficar sem dormir nem nada, ele é tranquilo! Tem momentos que você fica muito aflito, como eu disse na resenha, contudo não é naquele nível de chegar a esse ponto! 

Obs: Todos os capítulos possuem essa margem 

E aí pessoal? Curtiram a resenha? Não deixem de comentar!


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Resenha: Melancia - Marian Keyes


Oi amados!

Recentemente li Melancia, um romance chick lit que estava em minha estante já faz um tempinho, contudo eu não pegava para lê-lo de jeito nenhum. E sinceramente não sei por quê, pois ele é muito divertido.

Melancia é um dos Best-sellers da célebre autora Marian Keys, conhecida pelos inúmeros livros chick lits já publicados. Ele conta a história de Claire, uma mulher de 29 anos, caracterizada por ser uma pessoa carismática, animada e engraçada, referida muita das vezes como "a alma da festa". Logo no início do livro, acompanhamos uma situação um tanto desconfortável que acontece em sua vida: No dia do nascimento de sua filha, seu marido James, revela que possui uma amante, e que deseja morar com ela, dando desfecho então ao casamento.

Claire fica estupefata, se vê sem chão diante de tal situação. Com um recém-nascido para criar, um corpo que não a agrada - devido aos quilinhos extras que ganhou nos últimos meses -, e um marido que acaba de abandoná-la após ganhar seu primeiro filho! Perante isso, a única solução que encontra é sair do apartamento de Londres que dividi com James e ir morar com os pais em Dublin, sua cidade natal.


"Eu me sentia verde como uma melancia, apenas faltava os caroços para completar a aparência."

Chegando lá, Claire se sente mais acolhida por estar perto de sua família - que é tudo menos normal -. Com uma mãe que não sabe cozinhar, um pai tentando ser o homem da casa em um lar cheio de mulheres com temperamento à mil, além de Claire ter nada mais e nada menos que quatro irmãs mais novas (porém apenas duas moram com eles, são elas: Anna e Helen). Anna é apaixonada pelo ocultismo, não para em nenhum emprego que encontra, como também chega altas horas da noite bêbada ou drogada. Helen, universitária, faz sucesso com os homens, atrais multidões deles, para logo depois descartá-los.

Nas primeiras semanas, Claire passa por inúmeras (e complicadas) fases, dentre elas, a depressão e o alcoolismo, que faz a personagem não querer levantar da cama, tomar banho apenas um dia sim e outro não, passar seus dias com extensas crises de choro e de constate mau-humor, e as noites bebendo vodka. Além de cuidar de forma negligente de sua recém-nascida Kate.


"Supere isso e, se não puder superar, supere o vício de falar a respeito."

Como um bom chick lit, não poderiam faltar os clichês! Claire acaba conhecendo Adam - um bonitão, charmoso, encantador, e - amigo e suposto pretende de Helen em um despretensioso jantar em sua casa. A química entre os dois é perceptível de longe. Algumas outras situações acontecem ao decorrer do livro, e Claire se vê com os pensamentos em Adam, deixando de lado James. Até que um dia, adivinhem só!.. James ressurgi das cinzas querendo reconciliar com ela! Claire, encontra-se em um incômodo e desconfortante momento, e precisa resolver este impasse. 

O que eu achei..

Melancia é um livro muito divertido, alguns momentos muito fofo e digno de muitas gargalhadas. Você se diverte tanto com as atitudes dos pais de Claire, e suas irmãs então nem se fala! São hilárias! Além de desejar loucamente que um Adam apareça na sua vida! Bonito, educado, maduro e sexual! Quem não quer um desses? hahaha Adorei também as tiradas de Helen e Claire, são muito bem escritas.

O que mais me incomodou enquanto lia, eram as queixas e as lamentações da personagem. Chegando a ficar extramente cansativo ler páginas e mais páginas e ela falando justamente a mesma coisa, além da história ao redor não andar por conta disso. Um outro ponto negativo do livro é a quantidade exagerada de detalhes/descrição em alguns momentos, eu achei muito desnecessário. Me senti na vontade de pular tais devaneios, de tão exaustivo e repetitivo que deixava na história.

Não posso negar também que gostei muito da escrita da Marian Keyes, você devora o livro e nem se dá conta, quando vê já está acabando um livro de quase 500 páginas! Apreciei também a forma como a autora aborda temas como o alcoolismo, abandono, depressão, relacionamento abusivo, maternidade e traição. Situações que podem acontecer com qualquer pessoa, logo, nos identificamos um pouco mais com Claire.


"A tensão sexual era tão densa que podia ser cortada com uma faca de pão."


Curiosidades...

🌟 A família Walsh fez tanto sucesso com o público que para cada uma das irmãs há um livro – inclusive para aquelas que não aparecem no primeiro livro: Margaret (Maggie) e Rachel! Eu fiquei com tanta vontade de lê-los que já comprei o próximo da série!

🌟 Para quem não entendeu direito o por quê do nome "Melancia", ele vem da forma como Claire passa a enxerga seu corpo após parir, e a construção da identidade da mulher.

Avaliação Final: 

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E aí pessoal? Gostaram da resenha? Já leram algum da série? Não deixem de comentar!

Resenha: Batom Líquido Dailus Pro - Ballet


Ei gente! Como cês estão? 

Hoje vim falar do meu queridinho do momento! Estava louca nesse batom há um tempo, mas nunca achava na minha cidade para comprar, e cismei que cismei que só queria essa cor, porque é aquele vermelho "tô diva", que toda mulher deveria ter! hahaha

Ele é o Ballet, da Dailus, da coleção 12 horas. É um tom de batom líquido vermelhaço, super pigmentado e muito lindo! Virou meu xodó hahaha Quem me conhece sabe que sou a louca dos batons vermelhos, não posso ver nenhum que já saio comprando todos! 

Eu ganhei ele de aniversário (obrigada Ju!), de tanto azucrinar na cabeça dela sobre como ele é lindo, e como eu queria comprá-lo haha e cá entre nós, acho que a indireta funcionou! Ela pagou R$ 16,80 nele (eu achei o preço bem camarada!), em uma farmácia daqui da minha cidade mesmo.

O que eu achei mais engraçado ao tirar as fotos para resenhá-lo aqui no blog, são os tons que ele possui na claridade e em ambientes fechados. Chegando a ficar quase rosinha! E um detalhe muito importante que desejo acrescentar também, é que nenhuma das fotos está sob efeitos!!


O que achei?

A aplicação é fácil, não tem mistério algum. Porém costumo usar um lápis de boca antes, para ele ficar com os traços mais contornados. A cor dele é muito bonita, bem parecida com a da embalagem. Ele fica sequinho na boca, é bem matte. Além de secar super rápido, não gruda nos lábios e por se tratar de um batom líquido, é um ponto muito positivo. Você nem perceber que está usando batom.

Utilizei ele no jantar de Formatura do Ensino Médio, e acabei me decepcionando um pouco. Pois ele saiu no centro da boca quase todo!! E eu achando que estava arrasando, tirando várias fotos com meus colegas (socorro!!). Foi uma tremenda frustração quando dei uma olhada no espelho, e vi o estado que estava! Acabei tendo que retocá-lo. Pude perceber também que quanto mais camadas passamos, menos ele dura e a chance de craquelar aumenta, então a melhor forma de passar é com uma única camada, e tomar muito muito e muito cuidado para ele não manchar.

Um dos pontos primordiais para mim em um batom é a duração e a transferência. Me irrita muito sair para comer, e ter que ficar preocupada com o estado dele em meus lábios e sempre estar retocando. É extremamente chato. 

Como a cor dele eu gostei muito, e o problema maior foi a parte da transferência mesmo, eu o utilizo mais em locais onde eu sei que não vou comer, ou então que irei beber pouca água. Pois só assim para não passar raiva rs Tirando isso, ele continua sendo um amor!

A Ju comprou um batom da mesma coleção para ela também, e ela me disse que ao comer e beber água o dela transfere, e começa a sair no centro da boca também. Mas no quesito duração, ele é razoável. 



Perceberam como a tonalidade do batom mudou ao longo das fotos, devido às diferenças de luzes? Parece até outro batom! E como eu havia dito, as fotos não contém efeito algum.


E aí? Gostaram da resenha? Vocês tem algum produto dessa marca? Se sim, qual?
 Não deixem de comentar! :)

Resenha: Eu fui a melhor amiga de Jane Austen - Cora Harrison

Oi meus amores!! Veio hoje para mais uma resenha!! Bora conferir!


Eu Fui a Melhor Amiga de Jane Austen
Sinopse: Chega ao Brasil o livro: "Eu fui a Melhor Amiga de Jane Austen" da autora Cora Harrison. A história tem o objetivo de introduzir os mais jovens ao empolgante mundo dos livros de Jane Austen. O livro traz uma combinação entre fatos históricos e ficção, apresentando a relação entre as adolescentes Jane Austen e sua prima Jenny Cooper.



Ano: 2011 / Páginas: 320
Editora: Rocco
Avaliação Final: 




Resenhando..


Este livro é uma fofura do início ao fim. É uma leitura leve e agradável, com cavalheiros galanteadores, bailes e uma jovem - Jenny Cooper - aprendendo a se apaixonar; desde o sentir o coração palpitar, e até conhecer o ciúmes e a decepção. Claro que sua prima Jane a ajudará, sendo sua confidente e conselheira. Jane Austen é retratada neste livro do que jeito que gosto de imaginar que deveria ser: espirituosa, criativa, divertida e cheia de personalidade! Já Jenny é uma menina bonita, amável e tímida, e devo acrescentar, que se apaixona e desapaixona fácil! Mas, no fim, ela faz a escolha certa!

"Essa era a característica principal de Jane, pensei enquanto fugia pelas escadas. Ela gostava muito de mim; eu sabia disso. Era sua melhor amiga, da mesma maneira que ela era minha melhor amiga, mas escrever sempre veio em primeiro lugar para ela."


Acho importante deixar claro que é um livro infantojuvenil, os protagonistas são adolescentes e a história é contada em forma de um diário. Digo isto, pois eu meio que esperava outra coisa quando escolhi o livro na biblioteca de meu colégio, o que me desanimou um pouco quando o iniciei, mas a leitura fluiu melhor quando fui me desapegando desta pequena frustração.


Jenny descreve as aventuras que as duas viveram durante o ano de 1791, quando ela morou por um tempo com a família Austen. Como a história se passa no século 18, há muitas referências a costumes e curiosidades da época. Eu, pessoalmente, adorei as partes que falavam das técnicas de conquista e namoro.Outra alusão fantástica foi a Revolução Francesa, fiquei encantada com a história e com esses pequenos detalhes.

"- Jane – sussurro -, ajuda-me. Estou em sérios apuros. Não sei o que fazer. Ele está aqui. – Quem? O amor da sua vida? O homem possuidor de seu coração? Ah, Jenny, Jenny, mostre-o para mim, eu imploro."

Obviamente, me deleitei em viver na casa dos Austens, ter Jane como melhor amiga e viver um romance tão doce, enquanto vivi como Jenny Cooper na leitura desta obra. E, enquanto lia, eu me perguntava todo o tempo o quanto da história seria criação da autora e o quanto teria sido real, portanto quando cheguei nas últimas páginas onde há a "nota do autor" fiquei maravilhada em descobrir o quanto da história foi realmente verdadeira.

Outro ponto que não pude deixar de não citar são as ilustrações desde a capa, muito bem feita por sinal, às ilustrações ao longo do diário. Elas são tão simples e graciosas, com toques tão delicados.


Fiquei morrendo de vontade de começar a ler os livros de Jane Austen, sempre fiquei muito curiosa e me interessei muito por vários títulos da autora. Depois que encontrei esse livro, me encantei ainda mais em me aprofundar nesse universo. Vou ver se o encontro na biblioteca também!


Espero que tenham gostado da resenha! Não deixem de comentar.

Me acompanhe também pelo: 


Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares - Ransom Riggs

Pessoal como essa resenha demorou! Já li o livro há quase dois meses e nada dela sair! Não sei se consigo falar da história sem dar nenhum spoiler, pois cada acontecimento, cada detalhe já é um spoiler comparado a esse livro, mas prometo que vou tentar, caso haja algum, irei avisar. Podem ficar tranquilos!

O que me chamou a atenção e me fez querer ler o livro, foi capa! Gente, sério! A capa foi muito bem feita, e se você reparar bem, irá perceber que a menina está levitando! Isso mesmo!


Páginas: 336 / Editora: LeYa


Outro ponto que me chamou a atenção no livro foram às fotografias contidas nele, elas deram um ar obscuro e misterioso, ao mesmo tempo, empolgante na leitura. Além é claro, de se encaixarem perfeitamente com a história. Achei o máximo, além de ser uma ótima sacada, visto que não fui a única a me interessar pela capa e pelo título, e saber das fotografias deram um interesse maior em lê-o. Entretanto, o livro ao todo deixou um pouco a desejar. Mas bora falar da história primeiro!



O livro é narrado em primeira pessoa por Jacob, ele é daqueles adolescentes que se relacionam melhor com os avós do que com seus pais. Desde criança, Jacob admira muito seu avô Abe, quando criança, ouvia incríveis histórias sobre o orfanato em que o avô viveu em uma ilha do País de Gales, tendo ele indo para lá durante a perseguição aos judeus na Segunda Guerra Mundial. Um lugar, segundo o avô, protegido de monstros que abrigava crianças peculiares sob os cuidados de uma velha e sábia ave que fumava cachimbo.

Quando Jacob completa 16 anos, a história do avô começa a perder o sentido, e ele passa a achar que nada daquilo é verdadeiro, que foi tudo apenas invenção de seu avô para entretê-lo quando criança.
E a partir disso, a história começa a andar, e "coisas" começam a acontecer. Não posso falar mais pois aí já entraria os spoilers.

A impressão que me deu em vários momentos ao longo da leitura foi que o autor tinha ideias incríveis para escrever um excelente livro, mas ele acabou se perdendo na história, deixando aquela sensação que ele simplesmente "jogou" alguns acontecimentos e diálogos, mas não os complementou, ocasionando a fatos previsíveis e até mesmo sem sentidos. A história não me comoveu e o final foi decepcionante, esperava mais.

Porém, apesar dos pesares, o livro em si não é ruim, a leitura é fluida e traz consigo uma pegada mais para o lado da fantasia do que terror ou suspense, como muitos acreditavam. Ele se encaixa muito para aqueles dias que queremos uma leitura rápida e que nos faça sair de nossa zona de conforto.

Avaliação Final: 

Cena do Filme
Acabei descobrindo também que o livro está sendo adaptado para os cinemas, com previsão de estrear nos Estados Unidos em setembro, e aqui no Brasil apenas em dezembro. Fiquei um pouco decepcionada ao assistir ao trailer, pois muito da essência dos personagens e dá própria temática do enredo foi deixado um pouco de lado. Vou deixar o vídeo do trailer logo abaixo.

Bom, espero que tenham gostado da resenha. Não deixem de comentar!



Me acompanhe também pelo: 


Resenha: Três Semanas com Meu Irmão, de Michael Sparks e Nicholas Sparks


Ei pessoal!! Como vocês estão?

Como o prometido nesse post aqui. Venho resenhar mais um livro da editora Arqueiro para o blog, e espero que vocês gostem!

Três semanas com meu irmão, retrata uma história tão fantástica de companheirismo, amizade, fé, uma verdadeira lição de fraternidade em conjunto com a importância dos laços familiares. O livro é tocante, te sensibiliza. Além de ter um leve toque de humor em alguns diálogos, o que deixa a leitura genial!

Nas primeiras páginas, Nicholas conta como surgiu a oportunidade dessa viagem, em que passaria por lugares como o Taj Mahal na Índia, as ruínas incas no Peru, as florestas da Guatemala, as ilhas na Polinésia, e em vários outros países também. E como tudo desenrolou desde então.

O livro é incrível, sério! Eu estava super contra em lê-lo por se tratar de Nicholas Sparks (que tem uma pegada mais romântica e tal). Porém quanto eu mais critico o autor, mais eu gosto de suas obras. É aquela famosa relação de amor e ódio sabe? 

A história é dividida em 17 capítulos, transitando ora no passado ora no presente. E assim, o autor vai nos apresentando não só o dia a dia dessa aventura com seu irmão, como também sua vida enquanto garoto e adolescente. Mostrando as dificuldades vividas naquela época, a relação com seus pais,  o surgimento das primeiras namoradas ao início da própria família. E os altos e baixos em que a família Sparks passou.

Ai gente, chorei tanto! O livro me comoveu demais! E me fez refletir sobre como as coisas são passageiras, sobre como a vida passa rápido, sobre sonhos, sobre superação... sobre tudo!

O livro é tão gostoso de ler, fora que passa uma mensagem maravilhosa. E uma das coisas que me chamaram a atenção, foram as fotografias envolvidas nele. Elas são do próprio álbum particular do autor. A leitura ficou ainda mais bacana com elas.


Outro ponto positivo que eu particularmente adorei, foi a forma como autor conseguiu transmitir as informações sobre os lugares frequentados, sem parecer algo chato ou então, com um conteúdo mais didático. Com isso, caso você goste de conhecer novos lugares, aprender sobre novas culturas enquanto lê, esse livro é mais do que indicado para você.

Sem contar que nos sentimos mais íntimos com o autor, mais a vontade sabe? Ler esse livro, me propiciou uma visão mais ampla da vida dele e de Micah (Será que repeti muito "mais"?). E descobrir um pouco mais (lá vem o "mais" novamente) de sua vida, foi inspirador.

Nicholas Sparks sem sombra de dúvidas é um autor sensacional. E mal vejo a hora de ler mais de suas obras, pois elas só têm a acrescentar em nossas vidas. Eu recomendo muito essa leitura!

Logo abaixo separei algumas trechos do livro que gostaria de compartilhar com vocês:

 "É a história de dois irmãos, e a história de nossa família. Tem tragédia e alegria, esperança e amparo. É a história de como eu e Micah amadurecemos, mudamos e escolhemos caminhos diferentes na vida, mas, de alguma forma, acabamos ficando ainda mais próximos". Página 17


 "A história de duas viagens: uma que nos fez conhecer lugares exóticos ao redor do mundo, e a outra, de uma vida inteira, que nos tornou melhores amigos". Página 17

 "- Está deixando a vida controlar você, em vez do contrário. Este é o grande segredo. Você é quem escolhe o tipo de vida que quer levar." Página 63

 "- Sempre gostei desse versículo. Lembra a história das pegadas. Aquela em que Deus anda com um homem na praia. Cenas da vida do homem passam rapidamente pelo céu e, durante os momentos mais difíceis de sua vida, ele  vê apenas um par de pegadas. Não porque Deus o abandonou nos momentos necessidade... e sim porque Deus o carregou". Página 126


Classificação final: 

Então pessoal, o que acharam da resenha? Já leram? Ficaram com vontade de ler? Não deixem de comentar!

Resenha: Paixão sem Limites - Abbi Glines

Foto: Blog Bianca Schultz 
Sinopse

Ele podia ter tudo que quisesse. Menos ela. Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara. Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira-mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa. Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas.


Ano: 2013 / Páginas: 192
Editora: Arqueiro
Onde Comprar: Submarino / Americanas




Resenhando..

Ei meus amores!!

Fugi um pouco dos livros que estava marcado para eu ler, a acabei lendo Paixão sem Limites. Esse livro me despertou interesse assim que li sua sinopse, e quando eu peguei para ler, simplesmente o devorei!

Ele conta a história de Blaire, uma jovem de dezenove anos, que se vê a procura do pai - que não havia uma boa convivência - em Rosemary, na Flórida, para que ele possa lhe oferecer ajuda financeira e um lugar para morar até que encontre um emprego. Visto que ela acaba de perder sua mãe pelo câncer, e precisou vender a casa onde morava para pagar as dívidas do hospital. Blaire está sem dinheiro, sem casa, e as duas únicas pessoas que se importavam com ela - sua mãe e sua irmã - não estavam mais ali. E com isso, ela se vê obrigada a vencer o orgulho, e vai a procura do pai, que havia "desaparecido" de casa anos atrás. Agora, ele se encontra com uma outra esposa, construindo uma nova família sem a presença de Blaire.

Quando Blaire chega à casa em que seu pai havia endereçado para ir, ela é recebida por Rush, aquele típico mauricinho, bad boy, que tem tudo o que quer. Já na primeira vista, Blaire se sente atraída de uma forma que nunca havia se sentido por alguém, descobrindo depois, que Rush é seu meio irmão, fruto de um casamento anterior de sua madrasta. E com isso, a história começa a desenrolar.

Pessoal, pode ficar tranquilos que isso tudo não são spoilers, apesar de aparecer! Isso já é citado e esclarecido nos primeiros capítulos.

O livro se desenvolve muito bem, em especial, as questões que a autora aborda a família e a as perdas, nos fazendo refletir em diversos momentos. Logo, passamos a conhecer melhor Blaire, seu comportamento e suas atitudes, que apesar de tanta dor em sua vida, ela não se deixa abalar.

A história ao desenrolar, acaba tornando-se clichê, ou seja, você começa a ler e já sabe (ou tem uma ideia), onde tudo aquilo vai parar. No entanto, a leitura é tão gostosa e fluída, que você vai devorando os capítulos, e quando vê, já terminou o livro. Mas vai com calma, pois em certo momentos ela deixa muito a desejar.

A autora tinha tudo para fazer uma história incrível, porém, ele ficou no quesito razoável. Ela não explorou muito os personagens adjacentes, como Woods por exemplo. Escrevendo diversas vezes de uma forma mais artificial ao se referir aos sentimentos dos personagens, em consequência disso, deixou muito a desejar. Sem contar que a história traz consigo uma pegada mais caliente, contendo cenas de sexo. Não que eu não goste, no entanto, a autora focou muito mais nisso em alguns momentos, do que na história em si.

Apesar dos pesares, o livro não é ao todo ruim. Ele te deixa com um gostinho de "quero mais". Fiquei com vontade de ler os próximos livros da série, sem contar que as capas são muito bonitas!

Minha avaliação final: 



Gostou da resenha? Já leu algum deles? Não deixem de comentar!! 

Resenha: A Maldição do Tigre, de Colleen Houck

SinopseKelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. 


Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem. A maldição do tigre é saga fantástica e épica, que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores. 


Páginas: 311
Ano: 2011
Editora: Arqueiro
Avaliação Final: 




Resenhando...

Ei pessoal! Bora a mais uma resenha?

Quando eu bati o olho nessa capa, foi amor a primeira vista. A única coisa que pensei foi : preciso ler esse livro! Esses olhos do tigre além de enigmáticos são muito lindos. Sem contar que toda vez que o lia no recreio do meu colégio, a capa chamava atenção, e todos me perguntavam sobre o livro.

Assim que li o prólogo, não entendi nada. Achei tudo muito confuso, porém com o passar dos capítulos fui me acostumando com a leitura, e acabei pegando o ritmo do autora.

Toda vez que pego um livro para ler, procuro saber o mínimo possível, não gosto nem de ler as passagens que vem seguidas na contra capa, porque assim,  acabo não criando tanta expectativa em cima da história e não me decepciono com a leitura. Com a maldição do tigre não foi diferente, apesar de saber que é uma história muito conhecida, procurei me manter mais afastada dos detalhes em si.

O livro se passa na visão de  Kelsey , uma adolescente de 17 que mora com seus pais adotivos e está a procura de um emprego. E a única oportunidade que encontra é um trabalho durante duas semanas em um circo, cuidado da venda de ingressos, da limpeza depois das apresentações, e da alimentação dos animais, porém não são quaisquer animais, dentre eles está uma espécia rara de tigre branco, e Kelsey se vê hipnotizada pelo animal , sentindo uma forte conexão com a criatura.

Ao passar dos capítulos Kelsey se vê cada vez mais próxima de Dhiren, em que apelida carinhosamente de Ren e vai conhecendo a verídica história que há por trás daquele lindo tigre. Começando assim uma série se aventuras pela Índia.

Outro ponto positivo do livro é ele ser rico na cultura indiana. A autora fez uma vasta pesquisa sobre a culinária local, a religiosidade, dialetos, fora outros pontos muito bem abordados por ela.

Ler A maldição do tigre foi como estar em uma monta russa, há momentos em que o livro está excelente mas já em outros... ele deixa muito a desejar, e vai ficando enfadonho. Quando ocorria alguma ação, para não deixar a história tão parada, era uma ação boba, e não daquelas que nos deixa sem fôlego, e com o pensamento : " esse livro é muito bom, preciso ler mais, preciso de mais". A temática é boa, história é inovada entretanto ela é parada, os conflitos dos personagem são bem (mesquinho sinônimo), chegando a tirar q paciência do leitor hahaha

O livro é muito gostoso de ler, a leitura é muito rápida. Apesar de como eu já havia dito, ela deixa a desejar em alguns pontos. Porém ao todo ele não é ruim, ainda estou em dúvida se continuo a ler os outros exemplares da série.



Bom, espero que tenham gostado da resenha. Não deixem de comentar!

Resenha: As vantagens de ser invisível - Stephen Chbosky

As Vantagens de Ser Invisível
Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras - são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

Ano: 2012 / Páginas: 224
Editora: Rocco Jovens Leitores
Onde Comprar: Submarino / Americanas / Extra / Saraiva







Resenhando...

Foto: Acervo Pessoal
Então gente, finalmente li esse livro (aleluia, aleluia). Estava querendo lê-lo desde de 2014 (faz tempo viu). E felizmente hoje estou aqui para mais uma resenha, espero que gostem!

O livro se passa em 1991, nas primeiras páginas pode-se observar várias citações da cultura pop, desde artistas à músicas e livros.  Algumas delas, das que mais gostei e me despertaram a atenção, foi por exemplo: Beatles e The Smiths, com sua música "Asleep", e na literatura também, onde seu professor de inglês apresentava a ele livros como: Hamlet, de Shakespeare.

Gostei do livro mas confesso que criei muita expectativa em cima dele, depois de muitas pessoas me falarem que era o melhor livro que já havia lido na vida, que era uma leitura excepcional na vida de qualquer adolescente, e comentários desse gênero. Eu gostei de ter lido, mas não achei isso tudo.

A forma como o autor escreve nos leva a uma leitura bem rápida e gostosa, ela é escrita por cartas, Charlie as escrever, destina a uma pessoa x. O que foi muito bem feito pelo autor, por ser escrita em cartas, dá a impressão que somos nós com quem Charlie conversa, que somos os destinatários dessas cartas. Há momentos no livro que achei bem desnecessário, apesar da leitura ser rápida ela fica em certos capítulos, ops.. cartas, bem arrastada.

Charlie é um garoto que acaba de entrar no ensino médio, e durante esse primeiro ano, ele passa a escrever as cartas, contando sobre sua vida, seus pensamentos, seu cotidiano. E em várias situações do livro, acabei me identificando muito. Charlie não é exatamente o tipo de pessoa do melhor astral, animado ou brincalhão. Ele é um garoto reservado, de poucas falas e de poucos amigos, e de acordo com a leitura você vai conhecendo outras visões de Charlie, como seus amigos, ou seus pais o veem.

Foto: Acervo Pessoal
O que acaba incomodando um pouco a leitura, ou pelo menos me incomodou bastante, foi a maneira como Charlie age, sempre olhando as coisas com um certo pessimismo. E por ser uma pessoa muito sozinha e antissocial, em certos momentos ele fica extremamente depressivo, o que acabou deixando a história um pouco carregada e em algumas passagens, monótona. O livro retrata bem as fases e as crises que a adolescência traz. Charlie ainda está se descobrindo, portanto, ao longo do livro ele vai amadurecendo e lidando melhor com essa fase.

Atenção: Nos parágrafos abaixo estão contidos alguns SPOILERS, se você ainda NÃO leu o livro, recomendo que tenha cuidado.

Outro ponto que me incomodou foram os amigos de Charlie, Sam e Patrick, nas resenhas que havia lido, eles eram citados como uma amizade fantástica, um dos pontos cruciais da história. No entanto, no meu ponto de vista, acho que se eles fossem amigos de verdade de Charlie, gostariam de vê-lo bem e contente, e não o tipo de amizade que o apresenta para as drogas, e o levam para "curtir" a adolescência. Poxa, pera lá né, não é assim também. Não é necessário você usar maconha, LSD e ir nas festas dos "populares" para curtir a adolescência. Sei que eles não o obrigaram a nada, que as coisas que fez, foi porque quis. O que me incomodou é eles verem isso com bons olhos, achar tal coisa bonita e não chamar a atenção de Charlie. Afinal, se eram amigos de verdade mesmo, não iria gostar de vê-lo usando essas coisas, e de certo modo "acabando com sua vida". Nós chamamos a atenção de quem a gente gosta e ama. Não vi isso nos dois, posso estar sendo antiquada, porém é o que eu acho. Como por exemplo a irmã dele, ao saber que ele fumava o chamou a atenção e se preocupou com ele. Senti muita falta dessas atitudes nos amigos dele, no final do livro Sam e Patrick mostram um  pouco mais de preocupação, mas em geral, acho que faltou muito disso neles.

Alguns momentos, o livro me emocionou e em várias partes me identifiquei com Charlie. Porém várias coisas na postura dele me incomodaram, como por exemplo ele se sentir mal e não falar para ninguém pois não queria incomodar, de se sentir perdido e sozinho, mas não querer contar tais coisas ao psiquiatra, ou qualquer outra pessoa, para ajudá-lo. Essa postura dele me deixou um pouco irritada, poxa eles queriam te ajudar, Charlie!

Algumas situações como eu disse, a leitura ficou arrastada e cansativa, apesar de ser de fluída e de fácil compreensão. Um dos pontos positivos, foi o seu professor de inglês, que  sempre indicava muitos livros para Charlie ler (como Hamlet, citado no começo da resenha). No entanto, há novamente há um ponto negativo, pois Charlie não fala muito sobre eles, dizia apenas que foi uma boa leitura, e que havia gostado do livro. Há uma parte que ele mesmo cita que não tem livro preferido, que o último livro que ele já leu, já é seu preferido. Senti falta foi um comentário mais crítico e/ou analítico, em vez de um simples " eu gostei".

Foto: Acervo Pessoal

Um ponto positivo também, e que o autor soube abordar muito bem, foi o desenvolvimento das histórias adjacentes, ou seja, das coisas que acontecem os outros personagens sem ser Charlie. Como seu pai, sua irmã (que eu particularmente achei muito bem pensada, e escrita), de Patrick e Sam, dos avós, da história de vida do pai. Enfim, as histórias que acontece com os personagens ao redor. Um ponto positivo também, e que o autor soube abordar muito bem, foi o desenvolvimento das histórias adjacentes, ou seja, das coisas que acontecem os outros personagens sem ser Charlie. Como seu pai, sua irmã (que eu particularmente achei muito bem pensada, e escrita), de Patrick e Sam, dos avós, da história de vida do pai. Enfim, as histórias que acontece com os personagens ao redor.

Agora, vamos a algumas frases que mexeram muito comigo, e queria compartilhá-las com vocês.

 "Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda assim estou tentando entender como posso ser assim."( Pagina 12)

"Algumas pessoas passam por coisas muito piores do que as minhas. É verdade." (Página 16)

"-Charlie, a gente aceita o amor que acha que merece." (Página 35)

 "Nem todo mundo tem uma história triste, Charlie, e mesmo que tivesse, isso não é desculpa." (Página 38)

 "Quando estava indo para casa, só conseguia pensar na palavra "especial". E pensei que a última pessoa que me disse isso foi a tia Helen. Foi muito bom ter ouvido isso novamente. Porque eu acho que todos nós nos esquecemos às vezes. E eu acho que todo mundo é especial à sua própria maneira. É o que eu penso." (Página 192)


 

Foto: Acervo Pessoal

Em resumo, o livro não é ruim, no entanto também não achei isso tudo, é uma leitura mediana. Você pode se emocionar e sorrir e talvez gargalhar. Ele passa uma mensagem bem autêntica. Eu recomendo o livro, mas vai devagar, não vai criando tanta expectativa para não se decepcionar, como aconteceu comigo, deixa a leitura fluir. E quem sabe assim, você não se apaixona pela história e ele vira um dos seus livros preferidos? :)

Classificação Final: 

E vocês? Já leram? Se sim, o que acharam? Gostaram da resenha? Não deixem de comentar!!

Foto: Acervo Pessoal 
OBS: Me desculpem pela demora da postagem da resenha, havia a escrito no começo do mês passado, porém, ainda faltava revisá-la, e organizar as fotos. E só agora tive tempo, e pude postar. Espero que entendam 

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